sábado, 30 de outubro de 2010

Não escolhe quem se ama


  Um dia a gente percebe que auto-valorizou uma amizade que já não existe.           Você tentou dar o melhor de si, e quando menos esperava aquele amigo (tão importante) te virou as costas em silêncio. Talvez o “teu melhor” não tenha sido o suficiente, talvez ele só estivesse confuso, talvez você nunca saiba.
  Podemos até pensar em se arrepender, em levar como uma lição e nunca mais se dedicar tanto á uma amizade, ou simplesmente parar de olhar pra trás e seguir em frente com a consciência tranqüila de que ao menos você tentou ser o que seus amigos precisariam que fosse.
  Eu escolheria a segunda opção!
  Não poderá prever quando perderá alguem que ama, quando te deixarão ou quando irá ser traído. Mas saber que a culpa não pertence a você, poderá te confortar.
  Rasgar as lembranças nem sempre é o melhor a fazer, viver por elas também não.
  Amar é dar a alguém o direito de nos magoar. É aceitar o dever  de perdoar.
  Estamos acostumados a magoar os outros, alguns de nós fazem com mais facilidade que o normal. A confiança se quebra e a amizade acaba, isso tornou-se comum. Fazer diferente é perdoar, por maior que seja a ferida, é aceitar a cura. Querer de volta alguém que te magoou é descobrir o que amor, é dar a cara a tapa outra vez. Não há nada que o perdão verdadeiro não possa consertar.
  Não escolhemos quem vamos amar. Mas podemos escolher entre o arrependimento pelas histórias desprezadas por nós mesmos, ou a sensação de alívio de ter perdoado alguém que é falho como nós.

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